Kateryna ainda não tinha nascido quando, a 26 de Abril de 1986, deflagrou um incêndio na central nuclear
de Tchernobil, na Ucrânia. Abriu-se um deserto em redor. Ivankiv, a terra de Kateryna, recebeu os encarregados
de apagar chamas e limpar destroços. Os que lá nasceram depois desenvolvem doenças dermatológicas,
respiratórias, de tiróide. No Verão, uma família portuguesa acolhe Kateryna, em sua casa, em Matosinhos,
para que, pelo menos cinco semanas por ano, ela possa respirar ar puro. Poucas necessidades serão tão básicas.